
O Sistema Único de Saúde – SUS está completando
20 Anos. A sua construção foi fruto de um intenso processo
de mobilização e reivindicação dos movimentos
sociais, dos profissionais de saúde, enfim, do povo que clamava
por uma política de saúde universal, pública, de
qualidade e com participação social.
20 anos depois os desafios são enormes para a consolidação
do SUS e o povo mais uma vez tem nas mãos a responsabilidade
de lutar pela manutenção e aprimoramento desta política
e não deixá-la a mercê dos interesses do capital
e dos sistemas privados de saúde.
Nesse contexto, os povos do campo e da floresta conseguiram recentemente
aprovar a Política Nacional de Saúde Integral das Populações
do Campo e da Floresta, resultado de uma luta permanente por uma política
de saúde efetiva para esses povos que historicamente foram esquecidos
pelos poderes públicos.
Os desafios são grandes, mas ainda maior é o sonho de
milhares de trabalhadores e trabalhadoras rurais em contar com uma política
de saúde que atenda de fato suas necessidades e respeite as especificidades
e diversidade dos povos do campo.
Para tanto, a FETASE e os STTR´s em parceria com o Ministério
da Saúde tem desenvolvido o projeto de Formação
de Multiplicadores (as) em Gênero, Saúde e Direitos Sexuais
e Reprodutivos nos municípios de Cumbe, Feira Nova, Graccho Cardoso,
Gararu, Itabi, Nossa Senhora de Lourdes e Porto da Folha (Alto Sertão
Sergipano). A estratégia é de capacitação
de lideranças multiplicadoras para que possam mobilizar e intervir
nas práticas do controle social da política de saúde
em seus municípios.
No total são mais de 100 (cem) lideranças multiplicadoras
entre mulheres e homens (jovens, adultos e terceira idade) que estão
provocando novos debates em torno da política de saúde
e desenvolvendo novas práticas de mobilização popular
e controle social do SUS.
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